Um espetáculo que recupera a vida e a arte de um dos maiores nomes do rock brasileiro


O monólogo musical Renato Russo chega a Itaperuna. Escrito por Daniela Carvalho de Miranda, dirigido por Mauro Mendonça Filho e encenado por Bruce Gomlevsky, o espetáculo acontece no Teatro SESI Itaperuna, dia 18 de março, às 20 horas, como parte da programação do Circuito Cultural do SESI-RJ, uma iniciativa para levar cultura e entretenimento a todo o estado.


A peça já foi vista por mais de 60 mil espectadores desde o início da temporada em dezembro de 2006, quando estreou para lembrar 10 anos de morte de Renato Russo. O espetáculo conta a trajetória artística e pessoal de Renato Russo a partir de uma minuciosa pesquisa realizada pelo ator Bruce Gomlevsky e pela autora Daniela Pereira de Carvalho. No monólogo, o ator se alterna entre narrar e vivenciar os acontecimentos mais importantes da vida e da carreira do cantor. Em cena, ele está acompanhado da banda Arte Profana, que executará ao vivo as principais canções do músico, dando ao público o imenso prazer de relembrá-las.


O espetáculo


Bruce Gomlevsky passa duas horas em cena para contar a história de Renato, desde a adolescência em Brasília, passando pelos dois anos em que o músico viveu numa cadeira de rodas, lutando contra uma doença raríssima chamada epifisiólise, até o estrelato. O roteiro inclui passagens que mostram a banda Aborto Elétrico, as dores e alegrias vividas com a Legião Urbana, a chegada do filho Giuliano, a declaração assumindo a homossexualidade e o desejo de recolhimento.


Na peça, que inclui show, projeções e banda ao vivo, Bruce interpreta 22 músicas. Algumas delas são grandes sucessos da banda Legião Urbana, outras fazem parte dos discos solo que Renato lançou. O trabalho de Bruce na elaboração da personagem Renato Russo foi tão minucioso que a semelhança entre os dois impressionou a própria família do cantor.


Falar de Renato Russo é falar de inconformismo, talento, inventividade. É falar de rebeldia, de coragem, de poesia. O artista, que cunhou máximas ainda hoje repetidas pelos fãs como “É preciso amar as pessoas como se/Não houvesse amanhã./Porque se você parar para pensar,/Na verdade não há”, tornou-se um mito. Ainda hoje, doze anos depois de sua morte, as letras que criou para a Legião Urbana seguem calando fundo no peito da juventude.