Por Cristina Almeida*

Especial para o UOL Ciência e Saúde

O receio de uma epidemia de gripe suína tem consumido energia de quem se preocupa com a saúde, ainda que os especialistas reiterem que não há motivo para entrar em pânico. Mas uma parcela da população certamente já começou a sofrer sintomas mais intensos de ansiedade devido ao atual cenário: os hipocondríacos.

Estudos indicam que 4% a 7% das pessoas que buscam auxílio médico, de um modo geral, sofrem de hipocondria, uma doença crônica e debilitante.

Os hipocondríacos interpretam sensações fisiológicas habituais ou pequenas variações normais do corpo como um sintoma de um mal que está por vir. O quadro pode se desenvolver ao longo da vida, mas no início da idade adulta é melhor identificável. Mulheres e homens são igualmente acometidos pelo distúrbio e não há como preveni-lo.

Tipos hipocondríacos

Estudos dirigidos pelo médico americano revelaram que a doença pode se manifestar de formas diferentes, gerando a classificação de três padrões de comportamento entre os hipocondríacos. Os primeiros, os obsessivo-compulsivos, são pessoas atormentadas por pensamentos e sensações que estimulam a buscar informações com familiares, amigos, internet ou médicos para saber se são portadores de alguma doença grave.

Os segundos, os hipocondríacos-fóbicos, evitam médicos ou qualquer informação sobre doenças com o fim de prevenir a ansiedade que desejam reprimir. Nesses casos, os indivíduos se tornam negligentes com a saúde.

Os terceiros são os hipocondríacos-depressivos, mais desesperados e geralmente convencidos de que são portadores de uma doença crônica que nenhum médico consegue curar. A peculiaridade desse tipo é que eles geralmente se sentem culpados por ações do passado e suspeitam merecer punição por suas transgressões.

Vale dizer que a depressão e os distúrbios de ansiedade, como um todo, podem deflagrar sintomas de hipocondria.