Isso sim é uma vergonha!

O número de feridos durante um confronto entre policiais militares e professores, na tarde desta terça-feira (8) chega a oito, segundo o Sindicato estadual dos Profissionais de Educação (Sepe). O confronto aconteceu em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Centro.
De acordo com o Sepe, quatro feridos foram levados para o Hospital Souza Aguiar, também no Centro, e outros quatro professores teriam sido atendidos no centro médico da Alerj. A assembleia informou que fez dez atendimentos no centro médico, e que cinco professores foram encaminhadas para o Hospital Souza Aguiar, feridos por estilhaços.

A Polícia Militar informou que dois professores foram presos por desacato, sendo levados para a 5ª DP e 1ª DP. Um policial militar foi ferido no braço e encaminhado para o Hospital Central da PM.
O Sepe informou, ainda, que o protesto é contra o projeto de lei de autoria do governador Sérgio Cabral.
Segundo o Sepe, o tumulto aconteceu na chegada da passeata às escadarias da Alerj, quando a PM utilizou de força excessiva para desocupar a rua e cortar o som do carro de som utilizado pelo Sepe para comandar a manifestação. A manifestação foi programada para ocorrer nas escadarias da Assembleia Legislativa. Na confusão, os policiais fizeram uso de bombas de efeito moral e deram tiros com balas de borracha, além de agredirem diversos manifestantes.
A PM informou que a manifestação está sendo monitorada pelos 13º BPM (Praça Tiradentes) e pelo Batalhão de Choque. Em dado momento, um manifestante teria desacatado uma guarda municipal e iniciou-se um tumulto, com pedras sendo atiradas contra os agentes de segurança.

Dentro da Assembleia, parlamentares aprovaram, em votação, a proposta do governo de incorporar o Nova Escola – programa de gratificação implantado na gestão do ex-governador Anthony Garotinho – aos salários dos professores das secretarias de Educação e de Cultura do estado. O texto segue para a sanção do governador Sérgio Cabral.
Caso aprovado pelo governador, o reajuste vai beneficiar 53.721 professores, 15.949 profissionais de apoio e mais 95 mil aposentados, pensionistas e profissionais recém-concursados.

O projeto de lei determina que, a partir do próximo mês de outubro, a gratificação seja gradativamente absorvida pelos vencimentos dos professores das secretarias de Educação e de Cultura do estado.
Pela proposta do governo, a gratificação seria incorporada ao salário em sete parcelas. Um professor que hoje ganha pouco mais de R$ 580, passaria a ganhar quase R$ 920 a partir de 2015.
Os professores reclamam de outro ponto do projeto que reduz de 12 para 7,5% o aumento a cada cinco anos de trabalho.
A passeata saiu da Candelária e ocupou metade das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso. A Rua Primeiro de Março ficou interditada por dez minutos para que os manifestantes pudessem chegar à assembleia.