As chuvas deixaram 15 mortos no estado de São Paulo nos últimos cinco dias  e causaram estragos neste sábado em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Neste sábado, uma mulher de 59 anos morreu soterrada no Alto Jequitibá , na Zona da Mata de Minas Gerais, quando tentava abrir um buraco em um barranco para retirar a água que invadia a casa dela. Ela estava junto com o filho de 16 anos, que conseguiu ser resgatado por vizinhos e teve ferimentos leves. A chuva no município, a 322 km de Belo Horizonte, durou cerca de 12 horas consecutivas e alagou diversos pontos. No Rio, um menino de 10 anos morreu afogado em Duque de Caxias.

Em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, um muro caiu em cima de uma casa. Um casal foi soterrado enquanto dormia. Os dois foram resgatados com vida. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas em deslizamentos na Grande Belo Horizonte. Na capital mineira, no bairro Caiçara, região noroeste, um córrego transbordou, alagando várias casas.

Segundo a Defesa Civil, neste domingo o céu permanece nublado nas regiões da Zona da Mata e Rio Doce. Nas demais regiões, o sol volta a aparecer entre nuvens e, ao final do dia e início da noite, existem possibilidades de pancadas isoladas de chuva.

Em Manhuaçú chove ininterruptamente há mais de 24 horas. O Rio Manhuaçú transbordou e invadiu 500 casas, obrigando 2 mil pessoas a deixarem suas moradias e irem para casas de parentes ou amigos. Vinte e três ficaram desabrigados. O sistema de abastecimento de água e de transporte estão inoperantes. Foram registrados vendavais em várias cidades, como Alfenas, Bocaiúva, Brasília de Minas, Dom Silvério, Ferros e Governador Valares.

Em Minas, 28 cidades decretaram situação de emergência. Dez pessoas já morreram em decorrência de temporais, 125 casas foram destruídas e 3.049 danificadas desde outubro passado.

No Espírito Santo, as provas do Enem tiveram de ser suspensas nas cidades de Brejetuba e Ibatiba. Os estudantes terão de fazer as provas nos dias 5 e 6 de janeiro. No município de Afonso Cláudio, alunos chegaram a ficar ilhados numa escola da cidade durante a prova. Na cidade, que fica na região de montanhas, o Rio Guandu subiu e passou por cima de pontes, alagando ruas e alagando casas e lojas. Um restaurante localizado na rua às margens do rio desabou, mas ninguém ficou ferido. A ponte que dá acesso à avenida Presidente Vargas, uma das principais vias de Afonso Cláudio, foi coberta pela água.

Fonte: O Globo